quinta-feira, 26 de julho de 2012

A hora dos Social Games e Advergames


Tennis for two
Os games foram criados nos  EUA durante a guerra fria, no Brookhaven National Laboratory enquanto estudos eram realizados esperando a guerra nuclear que nunca aconteceu, por que não matar o tempo jogando o “Tennis for two”, algo bem simplório para os nascidos a partir dos anos 90, como se vê na imagem, mas foi o primeiro game da história.  Durante muito tempo a publicidade ignorou o potencial dos games, mas nos dia de hoje a história tem sido bem diferente. 


Call of Duty alcançou 1 bilhão
de dólares e vendas



Nos games tradicionais das plataformas Playstation 3 e  Xbox 360 vemos orçamentos cada vez maiores e vendas estrondosas, Call of Duty: Modern Warfare 2  por exemplo ultrapassou a marca de 1 Bilhão de dólares em vendas, deixando muito blockbuster de Hollywood com inveja. No atual contexto de redes sociais  surgiram os “Social Games” com um potencial de mercado impressionante, sendo bastante explorado nos últimos anos em diversas redes sociais mas principalmente no Facebook.

Se alguém dúvida da lucratividade dos Social games, o Ad Age publicou que o game “Fruit Ninja” produzido pelo Halfbrick Studios fatura 400 mil dólares em anúncios na versão gratuita do jogo para as diversas plataformas Mobile,  quem tem  a versão paga não visualiza anúncios, usuários que não querem saber de publicidade no jogo aceitam pagar por essa regalia, ou seja, a empresa lucra nas versões paga e gratuita.


Cara a Cara no Facebook
Na publicidade entram os advergames, games usados com fins publicitários, esses podem ajudar e muito na construção de marca, um exemplo é o jogo “Cara a Cara” da estrela que completou 25 anos em 2011 e ganhou uma versão no facebook em que os personagens do jogo são os próprios amigos do participante, com o objetivo de criar a sensação de nostalgia nas pessoas que jogavam “Cara a Cara” com os primos na casa da vó em tardes do fim de semana e apresentar o jogo a uma nova geração de crianças cada vez mais conectada. 

E os social-advergames vem crescendo não apenas na divulgação e relacionamento de produtos, mas também para conteúdo editorial, no facebook foi lançado recentemente o “Desafio Combate” do Canal Combate, um game em que os fãs de artes marciais podem criar seu  lutador e competir com os amigos na rede.

Para os que acham que os advergames são novidade, eles já existiam só que timidamente e com menor força sem o apoio do buzz gerado nas redes sociais, com o exemplo temos o game da Pepsi, quando a Copa do Mundo de 2002 realizada no Japão e na Coréia se aproximava, a Pepsi fez um comercial em que colocava seu time de estrelas do futebol com David Beckham, Raul, Davids, Roberto Carlos e outros para jogar contra lutadores de sumô, a campanha foi apoiada pelo advergame Sumô Pepsi em que o jogador devia posicionar os lutadores de sumô em campo atirando com uma espécie de estilingue, o jogo era muito divertido e teve inclusive com a divulgação boca a boca, apesar de bem humilde comparado aos games atuais e a possibilidade de divulgação espontânea que existi hoje nas mídias sociais. Veja o comercial  e uma versão do jogo ainda disponível.

Nem sempre a solução é criar um game próprio e sim estar presente nos games, o Walmart  entrou no jogo “Mega City” com uma loja dentro do jogo, o Mega City é um  dos jogos mais acessados no facebook pelos brasileiros, os jogadores que interagem com Walmart no game  ganham descontos nas compras realizadas no walmart.com.br. Também há espaços publicitários em jogos esportivos como o FIFA , PES, Formula 1 e vários outros para as plataformas tradicionais e anúncios patrocinados em games nas redes sociais e celulares.

É uma nova necessidade para as marcas, mas é preciso saber utilizar os advergames a seu favor e verificar as oportunidades, o Song Pop é um dos jogos mais jogados nos últimos meses, testar seus conhecimentos musicais contra seus amigos do facebook,  uma grande gravadora  poderia ter lançado um advergame semelhante? Fora os benefícios de construção de marca os Social Games são uma oportunidade de negócio como visto com o Mega City, ainda mais para setores carentes de novidade.

Buzz entre usuários, ter a marca ligada a diversão do público e gerar identificação são alguns dos benefícios  para sua empresa aderir aos games e esse é o momento certo.



Fontes:


2 comentários:

  1. Cansei de ganhar do nilo no songpop!

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  2. Os jogos hoje não são mais brincadeiras de criança. Por dois motivos de facil entendimento:

    A geração que conheceu o video game nas décadas passadas e que acompanhou sua evolução, menteve o hábito de "brincar" aos finais de semana e nas madrugadas alheias e hoje são quem possui poder aquisitivo para manter esse hábito.
    Atrelado a isso, o marketing encontrou seu target perfeito, antigos consumidores sem poder aquisitivo (que agora possuem), anciosos pela inovação tecnológica dessa área (existente hoje) e que pretendem deixar como herança aos seus filhos esse hábito (futuros consumidores).
    Sem dúvida é um mercado que ainda vai render muito, tanto aos consumidores como seus produtores.

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