segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Marketing pode ser a alavanca dos esportes coletivos?

Hoje navegava pela internet no tempo livre como costumo, então abri o site Máquina do Esporte, um excelente site sobre marketing esportivo criado em 2005 pelo jornalista Erich Beting. Deparei-me com a notícia de que o Basquete do Joinville teria conseguido 6,7 mil reais com seu programa de sócio-torcedor na NBB. Valor este que me chamou atenção, pois a notícia logo baixo falava do programa Guerreiro Tricolor do Fluminense, que arrecadou com uma série de jogos 1,4 milhões de reais, metade do que conseguiu na rodada do título brasileiro em 2010.

Sim sabemos que a diferença do futebol para os outros esportes é monumental, desde o número de praticantes amadores, categorias de base e profissionais, mas as estratégias usadas no futebol começam a entrar nos outros esportes, que dependem exclusivamente dos patrocínios de empresas privadas com interesses fiscais graças à lei de incentivo ao esporte.

O sócio torcedor usado por diversos clubes de futebol foi à forma encontrada pelo Joinville de reverter o quadro, ainda não é efetiva na receita do clube, mas oferece maior o conforto aos torcedores que aderiram ao plano, quem sabe um meio de angariar novos torcedores e espectadores, em uma liga que vários clubes nem cobram ingressos, e os que cobram na maioria das vezes não passam dos 3 dígitos.

Como bom estudante de comunicação social que sou fui me aprofundar em pesquisas com ajuda do tio google e no próprio site Máquina do Esporte, pesquisando cheguei a outro exemplo de esportes não tão evoluídos mercadologicamente tentam novas formas de receitas através do marketing, o caso do Vôlei Futuro de Araçatuba, com a venda de produtos do clube, através de lojas físicas e a loja virtual, com o claro objetivo de difundir a marca do clube, um caminho pode atrair mais público para o clube, e para o esporte, e um dia quem sabe receitas maiores.

Se contrastarmos isso com o caso de licenciamentos de produtos do Corinthians, que recebeu 9 milhões em 2010, vemos a discrepância dos esportes em relação à paixão nacional.

Mas o importante disso é vermos que com criatividade e aderindo as estratégias dos clubes de futebol, clubes de outros esportes podem buscar novas formas de lutar para o crescimento profissional de outros esportes coletivos, quem sabe um dia não teremos ligas de basquete e handebol competitivas, e uma liga de vôlei altamente rentável para seus clubes. O importante é a perseverança, dia 29 de janeiro, a NBB terá o jogo das estrelas da liga transmitido pela rede Globo, uma vitória, além da cobertura do evento como ocorreu nos últimos dois anos e também o projeto esportivo visando a Olimpíada de 2016 em que o COI pretende criar cidades esportivas para as principais modalidades olímpicas chegando a 50 cidades esportivas, agora o que nos resta é torcer por um Brasil mais equilibrado esportivamente.


E você o que acha? Não deixe de comentar.

Um comentário:

  1. É verdade... Ultimamente fica clara a evolução dos esportes menos "incentivados" aqui no Brasil, podemos citar o vôlei.

    Mas eu acredito que esses esportes só não são tão lucrativos aos clubes e à receita, por falta de incentivo da educação, as aulas de educação física nas escolas deveriam ultrapassar a mesmice de "peladas", e apresentar as nossas crianças os diversos esportes que temos.

    Só assim teremos ligas competitivas, lucrativas e além de tudo isso entraríamos numa questão mais social, por que o esporte é disciplinador, mas isso fica pra um próximo comentário.

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